O evento, exclusivo para os sócios fundadores, surgiu após diversas digressões idênticas por Portugal e, nomeadamente, por Marrocos. Em autonomia total, privilegia o companheirismo e a confraternização.
A Travessia decorreu em duas etapas: a primeira, com 138 km, ligou Benafim a Aljezur. A caravana de 11 jipes iniciou a aventura às 9:00 do dia 10. Os primeiros quilómetros foram percorridos na Quinta do Freixo, nas cumeadas da cordilheira (Serra do Caldeirão) que separa o Barrocal das terras serranas do concelho de Loulé. A passagem pelas barragens do Funcho e de Odelouca proporcionou o atravessamento de várias linhas de água. O almoço volante decorreu no miradouro da Altura de Benafátima, permitindo fabulosas panorâmicas sobre o Baixo Alentejo. As pistas da tarde incidiram sobre a vertente norte da Serra de Monchique. A passagem por dois corta-fogos divertiu os mais experientes e sacrificou os mais inexperientes. O percurso vagueou por caminhos pouco utilizados, onde a vegetação já reina. Deparámos com várias aldeias devolutas, a evidenciar a grande desertificação destes lugares, outrora ricos, hoje esquecidos e abandonados. No sítio do Selão (aldeia da freguesia de Marmelete), houve oportunidade de degustar o licor tradicional da Serra de Monchique, a melosa (mistura doce de mel e aguardente). Os restantes quilómetros seguiram por vales, até ao Parque de Campismo do Serrão.
Fotos do 1º dia

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No segundo dia, o percurso incidia no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Todos os participantes foram advertidos e sensibilizados para os cuidados a ter nestas zonas protegidas e sensíveis. Entregou-se a cada um o código de conduta e boas práticas dos visitantes de áreas protegidas (normas e recomendações do ICNB). O itinerário contemplou uma passagem por Aljezur e o seu castelo. A primeira praia surgiu pouco depois, o que originou os primeiros banhos junto à Pedra da Agulha. Os trilhos seguintes, até à Carrapateira, foram dos mais belos de toda a travessia: exuberantes paisagens de falésias e praias a contrariar o portentoso Oceano Atlântico. Surgiram os primeiros obstáculos. Os trilhos em areia dificultavam a progressão, o que obrigou a uma paragem para auxiliar os condutores menos experientes, com momentos de entreajuda e divertimento. A visita à aldeia da Carrapateira serviu para a Malta se reabastecer de mantimentos para o almoço. A Praia do Amado foi o lugar eleito para merendar. Os caminhos junto às falésias brindaram os visitantes com paisagens extraordinárias e lugares estupendos, como a Praia da Cordoama. O Cabo de São Vicente e a Ponta de Sagres são lugares já explorados. A travessia prosseguiu pelas Ecovias do Algarve. Iam surgindo enseadas deslumbrantes e desconhecidas para a maioria dos aventureiros. A descida até à Praia do Barranco por uma «trialeira» de pedra estimulou a Malta para o derradeiro obstáculo: a ligação da Praia do Barranco à Praia da Ingrina. Foi aqui que surgiu o maior obstáculo a transpor em toda a travessia, uma subida íngreme obstruída por enormes valas em consequência das últimas chuvas. A entreajuda facilitou a superação das dificuldades. O percurso até à Vila da Luz contemplou passagem pela Praia do Zavial, Praia da Figueira, Aldeia da Salema e Praia da Boca do Rio.
Fotos do 2º dia

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Foram 306 km de caminhos e trilhos por terras algarvias, com passagem em zonas de extraordinária beleza, num grupo excecional de amigos onde o respeito pela Natureza é e será o fator predominante.

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Mais fotos e track do percurso em http://amaltadosjipes.blogspot.com/
Um abraço da Malta para a Malta.
Rui Rodrigues






