Boas,
Desculpem só responder agora mas a queima das fitas aqui em Coimbra deixou-me sem internet...ou terão sido as minis??!! bem, alguma coisa foi
Todas as funções da nanocom poderão ser utilizadas por qualquer centralina, exceptuando precisamente a função de ler e gravar a ECU, função essa que não funciona nas centralinas MSBxxxxxx (pré-2002) estando apenas habilitada das Centralinas NNNxxxxxx (pós-2002).
A nanocom é um brinquedo muito engraçado e penso que é uma mais valia quer se tenha ou não uma centralina reprogramável. Em primeiro lugar precisamente por nos dar leituras muito precisas dos parâmetros do motor, em segundo lugar pela tal função de diagnóstico/limpeza (eu sei que podemos viver sem elas, mas acreditem que uma leitura/apagar de erros de vez em quando não faz mal nenhum).
Permite além disso algo muito importante que é a instalação de outra centralina no carro caso necessário. Eu também tenho uma centralina suplente, mas se a minha avariar não é plug and play a centralina suplente. É necessário fazer uma codificação quer dos injectores quer do imobilizador e isso a nanocom faz.
Relativamente a trocar a centralina por uma pós-2002 e colocar em carros Pré-2002 há quem diga é que não é muito correcto fazer essa mutação. Se falarem com alguns ingleses famosos nas programações, como a Bell auto services ou até a Allisport eles vão dizer que é preferível manter a centralina pré 2002 (i.e. as que tem prefixo MSB) nesses modelos e a pós 2002 (Flash) nos modelos pós 2002. Ou seja, há incompatibilidade de firmware em motores pré e pós-2002.
Menos correcto ainda é usar programações feitas para um carro pós 2002 ou seja com motor euroIII num carro pré 2002 - euro II. Conheço várias avarias quer em injectores, quer em cabeças de motor cuja causa é precisamente essa. Sendo os motores diferentes (a nível da cabeça, pistões, bomba e refrigerador de gasóleo), também as programações o serão principalmente nas pressões de combustível e configuração das câmaras de detonação. Assim idealmente dever-se-ia trabalhar sobre o firmware de cada uma das versões para fazer as tais reprogramações, no caso das centralinas non flashable o melhor será mesmo extrair a EPROM (memória não regravável) e colocar um socket para permitir de forma mais fácil mudar a EPROM, como aqui já foi dito.
Relativamente a fazeres um backup dos dados penso que não será tão liquido quanto isso. Há mapas que não estão protegidos e esses é possível. Outros porém estão protegidos e dá desde logo um erro do género copia ilegal ou ficheiro corrompido (penso que esta diferença tem a ver com o tipo de ficheiro, os *.map não protegidos e os *.tun protegidos e associados a determinado nº de serie de uma centralina - atenção que esta terminologia é a percepção que tenho de algumas brincadeiras que tenho feito, mas posso estar enganado.) Como tudo, é possível contornar este problema, mas não é muito fácil.
Abraço,
Amorim